quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

AVATAR e as idiotices...

Lendo postagem do Blog Código Florestal Brasileiro (aqui) resolvi olhar e beber na fonte... e sinceramente, acho que ele tem razão...
A seguir o Artigo que foi publicado na Folha de São Paulo. Muito sensato!

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O romantismo idiota de “Avatar”, por Luiz Felipe Pondé

No filme de James Cameron, a relação com a
Natureza é de vida ou morte, ou ela ou nós



O FILME “Avatar“, de James Cameron, é melhor do que “2012“. “Avatar” também tem um ar apocalíptico, mas reúne elementos estéticos e de conteúdo mais elaborados do que “2012″ e seu besteirol maia.


Mesmo assim, “Avatar” acaba sufocado por outro tipo de besteirol que é seu romantismo para idiotas: a fé no povo da floresta que vive em harmonia com a natureza. Nenhum povo vive em harmonia com a natureza. A diferença na relação com a natureza sempre se definiu pela maior ou menor capacidade técnica de cada cultura em controlá-la.

Os índios brasileiros que cá estavam quando chegaram os portugueses (“nossos libertadores”) só viviam “em harmonia com a natureza” porque eram tão atrasados que nem conheciam a roda. Preste atenção: a relação com a natureza é de vida ou morte, ou ela ou nós. A expressão “lei da selva” não foi inventada pela avenida Paulista e seus bancos, mas sim como descrição da natureza e seu horror.

Isso não significa que não existam limites para a exploração da natureza, mas isso tampouco significa que exista uma coisa que seja “a doce Natureza”. Serpentes e barbeiros (os besouros da doença de Chagas, não seu cabeleireiro unissex) e câncer são tão naturais quanto os passarinhos.

O romantismo é uma escola literária de peso. Último grande grito contra a vida brutalizada pela fúria mercantil, ele reúne uma crítica contundente ao capitalismo tecnicista e sua crença brega na ciência – “a ciência é o grande fetiche da burguesia”, dizia o filósofo Adorno. Em “Avatar“, o romantismo degenera em conversa de retardado.

Revolucionários românticos sonhavam com uma vida que recuperasse “valores pré-modernos” identificados com uma vida em comunidade onde as pessoas não seriam monstros interesseiros. O problema desses revolucionários é que “comunidade pré-moderna” não é uma comunidade de hippies legais, mas um tipo de sociabilidade onde o padeiro da esquina sabe que sua mãe é amante do padre, que seu pai é brocha, e que nem você nem ninguém têm pra onde ir. A idealização do que seria uma comunidade é uma das marcas dos idiotas utópicos.

Ninguém está disposto a abrir mão da liberdade individual moderna em nome de qualquer comunidade, por isso toda tentativa de “re-fundar” comunidades fracassa, apesar da admiração de muito pós-moderno bobo por culturas que não conheciam a roda. Não basta ter um filtro de barro em sua casa na Vila Madalena pra você conseguir viver em paz na comunidade da deusa natureza.

O filme se passa num planeta (Pandora) tipo Amazônia, onde existe uma enorme riqueza mineral escondida sob o solo coberto por uma floresta tropical cheia de “monstrinhos e plantas que ascendem ao toque das mãos”, habitada por uma população linda de seres que muito se parecem com índios americanos. Pandora já remete à narrativa da “caixa de Pandora” e suas maldições.

O nome da raça que habita Pandora, os Na´vi, soa muito próximo da palavra hebraica para “profeta”, “navi” ou “nabi”. Os humanos gananciosos não são capazes de perceber como os Na´vi são seres em contato com a deusa cósmica. Os índios de Pandora são profetas da deusa.

O personagem humano principal é paraplégico, mas ao se tornar um Na´vi recupera as pernas: eis a metáfora da condição humana vista pelas lentes do romantismo degenerado.

Somos uns aleijados em comparação aos belos índios místicos donos da verdade cósmica. E qual é essa verdade? Que a natureza é um grande cérebro pensante e que devemos nos dobrar a ela porque assim a vida será bela.

Meu Deus, como ter paciência com esses aleijados mentais? Ninguém leu Darwin? Ninguém nunca observou a natureza de perto? Nunca sentiu o odor de sua violência? Numa cena, nosso herói escapa de uma fera. Esta mesma fera se oferecerá em seguida como montaria dócil para a heroína Na´vi a fim de combater os humanos gananciosos. Hipótese do filme: se um leão come a cabeça de uma mulher, isso é “bem cósmico”, mas diante da ganância humana, ele se oferecerá como montaria dócil e fará discernimento entre sua crueldade “do bem” e a “maldade humana”.

Noutra cena, na qual a heroína Na´vi salva o mocinho, ela dirá: “Eu tive que matar essas belas criaturas porque você fez barulho”.

Moral da história: se você não respirar e não andar, a natureza o amará pra sempre. Caso apareça um porco capitalista, os leões virarão gatinhos. Só um idiota pensaria isso.
 
E.mail do autor: ponde.folha@uol.com.br

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Porque o Natal não é clichê...

Contraria todas as análises... mas teria uma coisa mais clichê do que desejar "Feliz Natal" às pessoas que gostamos? Afinal, deseja-se isso a um monte de tempo...

Mas na verdade o Natal não é clichê, pois junto com as frases feitas (tipo Feliz natal e um Ano Novo maravilhoso) vêem os sentimentos novos, as energias renovadas, a vontade de comprar e dar presentes e também a espera da ceia... Peru, Tender, Fiesta, Frango, Bacalhau, Ceerejas, Uvas, Pêssegos, Vinho, Pato... E sempre os abraços, as confraternizações na repartição e os presentes trocados junto à árvore de Natal.

Não é clichê também porque os abraços trocados com os amigos, junto com os telefonemas e os SMS via celular são realmente recheados de sentimentos e amor... Amor sim, porque sem o Amor não haveriam os encontros de família e o brilho das luzes natalinas...

Gosto do Natal e de todos os sentimentos que ele carrega, afinal, precisamos cada vez mais de sentimenos bons e nos encher de Amor para que possamos contribuir com energias de Paz para os irmãos e o planeta.

Enfim, para concluir, UM FELIZ NATAL A TODOS OS AMIGOS! Que o Amor Divino se propague e nos faça ver a realidade a frente de nosso nariz... Que a vida se renove e que possamos deixar os sentimentos ruins de lado... Que a Felicidade invada a casa de todos e que possamos ter mais um ciclo de Paz... enfim, para ser bem clichê, FELIZ NATAL!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Colocando a "BUNDA" na janela...

Como dizia Gonzaguinha, o Brasil continua "...colocando a bunda na janela pra se passar a mão nela..."
E assim vamos nós, comprometendo nosso crescimento, nosso desenvolvimento, nosso povo, por um motivo muito suspeito: o Esquentamento Global Antropogênico.

O pior de tudo é que tenho certeza que quem vai apitar no final dessa "cópula"(por Ciro Siqueira) como sempre, são os ditos desenvolvidos e nós, como sempre também, vamos ficar com os compromissos e as migalhas... Triste fim...

E como disse a Ministra (no caso do Brasil a afirmação está corretíssima) : "... O Meio Ambiente é um OBSTÁCULO ao DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL..."

A seguir nota do ESTADÃO
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Brasil aceita prestar contas de ações com verba internacional
Com a pressão dos desenvolvidos, País aceita verificação dos resultados (MRV) de suas emissões
Por Andrei Netto e Afra Balazina, de O Estado de S. Paulo
COPENHAGUE - Com o aumento da pressão sobre os países emergentes e com a proximidade do fim da 15a Conferência do Clima (COP-15) das Nações Unidas, o Brasil cedeu nesta terça-feira, 15, e confirmou que aceitará prestar contas sobre a eficácia de suas ações ambientais para redução de emissões de CO2. A decisão, entretanto, impõe um limite: só vale para os projetos financiados por recursos externos, oriundos do futuro Fundo Mundial de Meio Ambiente, que deverá ser instituído pela cúpula de Copenhague.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

EU JÁ SABIA...




Eu já sabia mesmo... Isso não vai dar em lugar nenhum, e não pode mesmo... Não podemos abrir mão de nosso desenvolvimento para privilegiar os ditos "desenvolvidos" que agora querem que países como Brasil, China e Índia (virtuais potências - mais China e Índia) também abram seus bolsos...
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Conferência do clima é paralisada por países em desenvolvimento
Inconformados com a falta de engajamento dos industrializados, africanos deixam reunião; cresce o risco de fracasso

Por: Andrei Netto e Afra Balazina (ENVIADOS ESPECIAIS, COPENHAGUE)

A ausência de propostas concretas por parte de nações industrializadas para a renovação do Protocolo de Kyoto levou ontem representantes de países africanos a paralisar a 15ª Conferência do Clima (COP-15) das Nações Unidas. O novo impasse, também motivado por quebra de confiança na presidência do evento - que convidou 48 ministros para negociar em separado no domingo, alijando mais de uma centena -, tornou mais concreto o risco de fracasso nas negociações, que acabam na sexta. O impasse entre ricos e em desenvolvimento se dá, em parte, pela cobrança por um engajamento dos emergentes, como China e Brasil.

O enfrentamento diplomático aconteceu no início da manhã de ontem. Inconformado com a falta de compromisso dos países industrializados, um grupo de negociadores africanos se retirou da reunião que discutia o texto-base do eventual "Protocolo de Copenhague". A decisão, que bloqueou a negociação, recebeu o apoio formal do G77, o grupo dos países em desenvolvimento, com apoio explícito da China. Bernaditas Muller, representante do G77, justificou a atitude dizendo que os países ricos estão dificultando as negociações sobre adaptação e financiamento. Também criticou o papel dos ministros recém- chegados a Copenhague. "A negociação vem ocorrendo há dois anos e todo esse trabalho pode ser colocado em risco ao ser decidido por quem não o acompanhou de perto", disse.


Em represália à ação do G77, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Japão, Rússia, Ucrânia e Finlândia bloquearam as discussões em outra plenária, sobre a renovação do Protocolo de Kyoto. O impasse só foi desatado no meio da tarde, com a retomada das reuniões sem que um acordo tivesse sido de fato alcançado. "Cada país industrializado ofereceu metas de redução de emissões. A questão agora é saber se essas metas satisfazem os outros países e se esforços equivalentes estão sendo feitos", explicou o secretário-geral da Convenção do Clima (UNFCCC), Yvo de Boer.

Desde o início da conferência, há oito dias, o debate em torno do chamado anexo B do Protocolo de Kyoto, em que seriam explicitadas as metas de redução das emissões de gases-estufa dos países industrializados para o período 2013-2020, está estagnado. "Esse assunto foi esgotado. Os países chegaram a Copenhague com suas metas na mão e, desde então, nada de novo foi oferecido", disse ao Estado um do negociador sul-americano envolvido no tema. "Ninguém mais tem autoridade para fazer novas propostas até que os chefes de Estado e de governo cheguem. O processo está engessado."

O QUE ESTÁ EM JOGO
Um dos epicentros do problema é provocado pelas ameaças da União Europeia, Japão, Canadá e Austrália de abandonar o Protocolo de Kyoto caso os EUA não sejam signatários de um tratado internacional equivalente. De sua parte, a delegação norte-americana descarta aderir a um acordo que não envolva também a China. Além disso, condiciona sua adesão à transformação das ações voluntárias da China, Índia e Brasil para reduzir o ritmo das emissões em metas. "Uma questão maior para os EUA é que as maiores economias emergentes também assumam compromissos que sejam mensuráveis e verificáveis para limitar o crescimento de suas emissões", confirmou De Boer.
 

domingo, 13 de dezembro de 2009

Divisão do Pará volta à pauta da Câmara

O mês de dezembro reacendeu as esperanças de parte da bancada paraense que sonha com o fracionamento do Estado do Pará. Os projetos que autorizam a realização de plebiscitos para saber se a população quer ou não a criação dos estados do Carajás e do Tapajós ressurgiram na pauta legislativa e podem ser votados em plenário nesta última semana de trabalho da Câmara dos Deputados. O otimismo é grande para quem, como os decanos Asdrubal Bentes (PMDB) e Giovanni Queiróz (PDT), sonha há duas décadas com o desmembramento das regiões Sul e Sudeste do Pará.


O deputado Lira Maia (DEM) foi a reboque da grande mobilização feita pelos “carajazistas” e conseguiu também incluir o projeto que prevê a realização do plebiscito para ouvir a população sobre a criação do estado do Tapajós. Toda esta movimentação dos paraenses na Câmara dos Deputados chamou a atenção de jornalistas e demais bancadas que se preparam para encerrar o ano legislativo.

PRESSÃO
Desde a primeira semana de dezembro, quando o plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 52/2007, que autoriza a realização do plebiscito sobre a criação do Carajás, caravanas de prefeitos e vereadores desembarcaram em Brasília para fazer pressão pela inclusão do projeto na pauta de votação do plenário.

As mulheres foram mobilizadas pela deputada Bel Mesquita (PMDB). No dia 8 de dezembro mais de 400 lideranças femininas, políticas e empresariais do sul e sudeste do Pará fizeram uma mobilização nos corredores da Câmara. No mesmo dia, o deputado federal e ex-governador do Pará (por duas vezes), Jader Barbalho (PMDB) hipotecou seu apoio ao movimento pela aprovação do plebiscito em um plenário que reuniu além das mulheres, prefeitos, vereadores e apoiadores do movimento.

O deputado lembrou, na oportunidade, que foi o governador que mais investiu na região com a construção da PA-150 e do linhão de transmissão que energizou os municípios que ficam na região sul e sudeste do Pará. Jader Barbalho defendeu um amplo debate dos prós e contras para a criação do Estado.

Não tenho medo em absoluto do resultado desse plebiscito. Quem tem medo do plebiscito, tem medo da democracia”, manifestou-se arrancando aplausos. Os prefeitos presentes chegaram a brincar com o deputado Jader Barbalho, convidando-o a trocar de domicílio eleitoral, caso o futuro Estado seja realmente criado. Bem humorado, o deputado brincou: “o convite é uma tentação!”.

PAUTA OBSTRUÍDA
Logo após o encontro, que aconteceu em um dos plenários das comissões permanentes, o grupo se dirigiu à sala da presidência da Câmara dos Deputados, onde foram recebidos pelo presidente Michel Temer (PMDB). Temer se comprometeu a colocar o projeto na pauta de votação.

Os deputados pró-criação do Carajás saíram otimistas do encontro. Porém, eles não contavam com a estratégia da oposição ao governo Lula na Câmara, que, desde a semana passada está obstruíndo toda a pauta de votações. Os líderes do PSDB e do DEM estão conseguindo, por meio de manobras regimentais, evitar que praticamente todas as votações sejam obstruídas. A consequência disso é que nenhuma outra matéria está sendo votada, com exceção da que estabelece a partilha dos dividendos do pré-sal, e mesmo assim, de forma muito lenta.

Vamos lutar para incluir na terça e também na quarta. Mas fato é que o DEM está conseguindo obstruir todas as sessões da Câmara e do Congresso”, explicou Giovanni Queiróz, que, juntamente com os deputados peemedebistas Zequinha Marinho, Asdrúbal Bentes, Bel Mesquita e o próprio Jader Barbalho, têm sido os últimos a sair do plenário, lutando insistentemente para incluir o Projeto de Decreto Legislativo na pauta de votação.

Irritados com os próprios colegas da Casa Legislativa, que não vêm dando apoio para que o projeto de plebiscito seja votado ainda este ano, os deputados Zequinha Marinho (PMDB) e Lira Maia (DEM) subiram na tribuna da Câmara, na última quinta (10), para protestar. Zequinha Marinho lembrou que, se para o Rio de Janeiro e São Paulo a questão do pré-sal é fundamental, para o estado do Pará a discussão sobre a criação de um novo estado também é de grande importância.

O Pará precisa ser olhado dessa forma. Não é possível um desenho geográfico de 400 anos, uma área de um milhão e 250 mil quilômetros quadrados, cuja capital está na costa do Atlântico e o resto da terra com seu povo, à distância, condenando essa gente a uma situação de subdesenvolvimento crônico, que não sai do lugar”, discursou Marinho.

Lira Maia fez um apelo direto: “Da tribuna da Câmara dos Deputados, faço a solicitação a todos os deputados: deem essa oportunidade ao povo do Pará, do Tapajós e do Carajás, que tanto reivindicam a divisão territorial”. Ele lembrou que todos os estados brasileiros que foram desmembrados estão tendo resultados positivos. “Mostrem-me qual Estado que foi criado ou desmembrado que está pior do que era. Mostrem-me um município sequer que foi criado e emancipado que esteja pior do que era. Portanto, a estratégia de redivisão territorial é interessante”, discursou.

ENTENDA

NA CÂMARA
Projetos que autorizam plebiscitos para saber a vontade da população sobre a criação dos estados do Carajás e do Tapajós voltaram à pauta: podem ser votados nesta última semana de trabalho da Câmara dos Deputados.

NO SENADO
O Senado Federal já aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 52/2007, que autoriza a realização do plebiscito sobre a criação do Carajás.
 

 
Projetos de divisão vêm desde os anos 80

Caso o resultado do plebiscito seja favorável em ambas as consultas, seriam criados o 27º e o 28º estados da Federação Brasileira. O estado do Carajás teria uma área de 285 mil quilômetros quadrados, 38 municípios e 1,3 milhão de habitantes. Nasceria do desmembramento da região do Carajás, distante 500 quilômetros de Belém, e conhecida por sua riqueza mineral.

A descoberta da grande reserva de minério na serra de Carajás na década de 1960 determinou todo o cenário econômico, político, social e territorial nas regiões sul e sudeste do Pará. Surgiram então novos municípios. Os tradicionais fazendeiros foram, aos poucos, cedendo lugar às grandes fazendas. As grandes obras, como da hidrelétrica de Tucuruí, de ferrovias e de rodovias, trouxeram uma multidão de migrantes. Tornou-se uma região rica e cobiçada.

A região do Tapajós fica a oeste do Pará. No tempo do Brasil Império, quando foram feitos os estudos para a divisão territorial da Amazônia, já se sugeria a criação da Província do Tapajós. A proposta de criação do estado do Tapajós chegou à Câmara dos Deputados em 1988, na Assembleia Constituinte, quando os Parlamentares criaram o Estado do Tocantins.

Portanto, em 1988, Tapajós já entrava na pauta de discussão do Parlamento, mas, por causa de um voto numa comissão, deixou de ser aprovado. Mesmo assim, a Constituição de 88, no art. 12 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, estabeleceu a criação de uma Comissão de Estudos Territoriais para estudar o assunto. A Comissão foi instalada e, depois de feitos os estudos, sugeriu, em seu relatório que, de fato, fosse criado o Estado do Tapajós.O novo estado teria praticamente a metade do estado do Pará – que é de 1.247.000 quilômetros quadrados – e tem hoje mais de 1 milhão e 300 mil habitantes.
(...)
Para provar a viabilidade do desmembramento das regiões sul e sudeste do Pará, a Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (Amat) contratou ninguém menos que a Fundação Getúlio Vargas para dar início aos estudos já em janeiro. “Vamos mostrar a viabilidade da criação do estado do Carajás”, concluiu Giovanni Queiróz, autor do PDC que pode tornar realidade o sonho de 38 municípios que não têm economizado na mobilização pela realização do plebiscito.

Caso sejam encaminhados para votação no plenário e aprovados pela maioria dos deputados na proxima semana, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizar até junho o plebiscito. (Diário do Pará)


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Copenhagen (Cop 15) - O gato subiu no telhado.

Reproduzo a seguir postagem retirada do ENRÍQUEZ BLOG muito interessante que acho importante reverberar...
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Copenhagen (Cop 15) - O gato subiu no telhado.
Copenhage Mudanças Climáticos – realidade ou ficção?

N.Fenzl
UFPA, Dezembro, 2009


A humanidade está assistindo a um intenso debate sobre Câmbios Climáticos e as discussões que giram em torno da redução de CO2 – o suposto responsável – junto com outros chamados gases de estufa.

Todo o debate foi desencadeado basicamente pelo fato de que as variações climáticas e os eventos climáticos extremos causam crescentes catástrofes e sofrimento humano. Milhões de pessoas são atingidas por enchentes, secas, tsunamis e ciclones, causando terríveis perdas de vidas e impactos ambientais e econômicos.

Assim a discussão gira em torno de dois assuntos principais:
1. Estamos ou não numa fase de esquentamento do planeta?
2. Este aumento é ou não causado pelas atividades humanas?
3. O aumento da temperatura global se deve ou não ás emissões de CO2 e as gases estufas?

A opinião aparentemente dominante é que o aumento geral da temperatura global é de fato causado pelas atividades humanas e que a resposta para mitigar os efeitos catastróficos destas mudanças climáticas devem ser a redução de emissões de CO2.

Neste contexto, assistimos as brigas intermináveis entre os governos para negociar taxas de redução do CO2, debates sobre o tal de “mercado do Carbono” e até ameaças de inventar um imposto para financiar a redução de emissões de CO2, para arcar com os custos de uma eventual mudança no uso de energias fósseis para energias chamadas limpas.

Para o público em geral é muito difícil de formar uma opinião, porque o debate é fundamentalmente travado por cientistas num contexto de intensas brigas por interesses econômicos e políticos, não sempre muito transparentes.

Vamos tentar desvendar alguns pontos que parecem importantes de serem discutidos:
1. A primeira questão é: há Câmbios Climáticos e aumento global da temperatura?

Câmbios climáticos são fenômenos naturais que ocorreram permanentemente durante a história do nosso planeta, e certamente ocorrerão no futuro. O que está em discussão é, se as atividades humanas têm alguma coisa a ver com isso e caso positivo como estamos influenciando o clima e que podemos fazer.

Precisamos, portanto, primeiro verificar como se medem os câmbios climáticos.

Medições diretas de temperatura somente existem de fato desde o século 18. Mas é possível reconstituir o clima do passado através de dados históricos (relatos, publicações, relatórios de viajantes, etc.), análise de testemunhos de perfurações em geleiras, anéis de crescimento de árvores antigas, análises de sedimentos e evolução de corais, fósseis, etc.

Por outro lado, se quisermos saber se o clima muda globalmente, é necessário medir temperaturas em várias partes do mundo, tanto em regiões montanhosas como: nas planícies, desertos, oceanos, em tempos e intervalos diferentes. Isto porque, câmbios ou variações climáticas podem ocorrer de maneira diferente em partes diferentes do planeta.

Essas pesquisas foram feitas por um grande número de pesquisadores e demonstram resultados surpreendentes: entre os anos 1000 e 1350 D.C houve uma época de altas temperaturas na Europa, o chamado período quente medieval, seguido por uma época de temperaturas baixas entre 1400 e 1900, um tipo de período interglacial. Estas duas épocas de mudanças climáticas foram registradas em outras partes do mundo, com intensidades e variações regionais. A próxima figura mostra as temperaturas mais elevadas em vermelho. E de fato constata-se que vivemos aparentemente o início de uma época semelhante aos tempos medievais.



Comparando a temperatura média global de 1968-98 com as temperaturas desta época quente medieval, verificamos que elas eram aproximadamente 2.5°C mais elevadas na África, 0.5°C na Ásia e de 3.4°C na Europa.

2. Outro dado interessante é que os câmbios climáticos na história geológica, não foram diretamente relacionados com a concentração de CO2 na atmosfera. Houve épocas geológicas com elevadas concentrações de CO2 e temperaturas relativamente baixas, e vice versa como mostra a próxima figura. A figura mostra a concentração atmosférica de CO2 (linha preta) em relação à temperatura média do planeta (em azul), desde a época geológica do Cambriano.



3. Considerando estes dados, é lógico que a discussão em torno da responsabilidade do CO2 e dos gases de efeito estufa nos processos de câmbios climáticos está esquentando, com intensos debates e brigas em relação ao assunto. Existem pesquisadores que defendem o aumento da temperatura global, outros até afirmam que há um resfriamento e outros ainda dizem que, o aumento de temperatura não tem nada ver com as emissões de CO2 e gases de estufa.

Vejamos o que pode ser deduzido dos prós e contras deste debate:
a) Tudo parece indicar que de fato vivemos numa época de mudanças climáticas e de certo aumento global de temperatura. Na história geológica certamente a atividade solar, o balanço hídrico global (ligado a cobertura vegetal), modificações da posição dos continentes (continental drift), do eixo de rotação da terra e da órbita do nosso planeta, jogaram e muito provavelmente continuam jogando um papel importante nas mudanças climáticas do nosso planeta.

b) Entretanto, o clima planetário é resultado de uma conjunção de fatores poderosos e complexos dos quais a emissão dos gases por atividades humanas pode ter algum papel. É possível que a emissão dos gases estufa seja a famosa batida de asas da borboleta na Patagônia. Mas devemos ser humildes e lembrar que grandes mudanças climáticas ocorreram sem a existência de impactos antrópicos, e é muito provável que o sol e as mudanças da posição da Terra na sua órbita, foram os fatores determinantes dos câmbios climáticos globais na história do planeta.

c) Por outro lado precisamos reconhecer o fato que desde o início da revolução industrial aumentamos drasticamente não somente a poluição atmosférica, como a poluição do planeta em geral. A utilização dos energéticos fósseis como o carvão e petróleo empestou nossas cidades e causou doenças endêmicas em milhões de pessoas no mundo. Portanto é absoltamente fundamental que discutimos a redução das emissões de gases que poluem a atmosfera, inclusive de toda a poluição de água, dos solos, etc.

d) Finalmente precisamos considerar que a população mundial aumentou praticamente seis vezes desde o início da revolução industrial, ocupando massivamente espaços tanto geológico como climaticamente instáveis. O resultado é que milhões de pessoas são hoje atingidos por inundações e secas, ciclones, tsunamis, deslizamentos de terra, que em épocas passadas também ocorreram, causaram nenhum ou menos danos á humanidade. Além do mais, a crescente freqüência das inundações nos grandes centros urbanos se deve fundamentalmente a duas causas: (i) a impermeabilização dos solos de imensas áreas urbanas pela cobertura de asfalto e cimento, impede a infiltração das águas da chuva e transforma rapidamente ruas e avenidas em verdadeiros rios, e, (ii) os grandes centros urbanos criam micro-climas com temperaturas médias de 3ºC superiores ao seus ambientes, tornando-se estufas gigantes, capazes de causar mudanças locais do regime de precipitação. São Paulo e outras mega-cidades que o digam.

4. Considerando todos esses fatores precisamos perguntar:

a) Por que todo o debate se concentra com tanta veemência e exclusividade sobre o CO2 e os gases de estufa?

b) Quem garante que uma redução das emissões de fato, é capaz de reduzir a temperatura global ou modificar a atual tendência do câmbio climático?

c) E mesmo admitindo que, o CO2 seja um fator importante, como podemos pretender reduzir a temperatura global, se nem somos capazes de encontrar um acordo minimamente satisfatório sobre as taxas de redução das emissões? Curiosamente os expertos (ou espertos?) foram muito mais rápidos na criação do mercado de Carbono, porque é mais fácil continuar poluindo e pagar o povo da Amazônia para virar guardas florestais.

d) Como os governos podem pretender influenciar o clima se nem conseguem influenciar os “humores” do tal de mercado ou pelo menos resolver o drama da fome, que são conseqüências da atividade humana par excellence?

e) Se o motivo da discussão sobre o aumento das temperaturas é a preocupação com o sofrimento de milhões de humanos com os eventos climáticos extremos, precisamos perguntar por que a reunião de Copenhague não discute o sofrimento humano em conseqüência das guerras, das crises econômicas, desemprego e fome, do crescimento caótico dos centros urbanos com suas periferias miseráveis, que geralmente também são sempre os mais atingidos pelos eventos climáticos extremos?

f) E se os governos estão preocupados com os custos da redução das emissões atmosféricas, eles deveriam começar a discutir o fato porque eles torraram (somente este ano de 2009) um total de 1,46 trilhões de U$ em guerras e armas! No entanto, somente estão dispostos a financiar a ONU com 1,8% desta quantia, para financiar todos os programas de combate à fome e seus projetos de desenvolvimento para atingir os objetivos do Milênio(1).

5. Concluindo, a redução das emissões atmosféricas e a mudança das nossas matrizes energéticas para energias mais limpas e renováveis, são absolutamente necessárias, independentemente se há ou não mudanças climáticas. Há motivos realmente de sobra para fazer isto, mesmo se alguns acreditam firmemente que a redução do CO2 vai resolver o problema e advogam a redução das emissões por esta razão.

Si estas reduções de fato terão um efeito positivo sobre o clima, que seja bem vindo e certamente será um louvável e desejável efeito colateral. Mas querer convencer-nos que primeiro precisamos resolver o problema do clima e depois os problemas da humanidade é a mesma coisa que o famoso conto de fadas dos economistas que nos dizem que primeiro o bolo precisa crescer para poder dividir-lo em seguida.

E que não venham logo os eternos defensores do capitalismo selvagem para usar as controvérsias como argumentos para continuar poluindo o planeta e que o mercado livre vai resolver as mazelas da humanidade.

Entretanto querer focalizar o debate sobre a redução de CO2 com o argumento que isto vai modificar o clima global, e assim vamos salvar a humanidade ou mitigar seu sofrimento, é simplesmente absurdo. Enquanto os governos brigam e barganham por ridículas taxas de redução de CO2 e não estão dispostos em tocar no problema dos gastos astronômicos em guerras e outras atividades destrutivas, todo este debate cheira demais ao famoso ditado: Fazer de conta para inglês ver. No caso os ingleses somos nós mesmos.

(1)www.globalissues.org/article/75/world-military-spending

Postado por GONZALO ENRIQUEZ às 23:23:00
Marcadores: co2, Copenhage, meio ambiente, Mudança climática

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O que é mais importante?

O que é mais importante: uma árvore centenária amazônica (a) ou a vida do meu filho (b)?

Essa é realmente a maior questão a ser respondida...
Se você é partidário da primeira resposta, provavelmente você habita em outro lugar, onde provavelmente tem asfalto na porta, hospital no quarteirão e fast-food na esquina... Ainda assim, duvido muito que você escolha a primeira resposta... Simplesmente porque somos assim, nosso lado mamífero e animal sobrepõe o lado racional nas questões de sobrevivência da nossa espécie.

Agora, se você de cara, já parte pra segunda possibilidade, então você apoia boa parte do desmatamento e extração de madeira na amazônia. E isso é simples, porque boa parte dele está relacionado basicamente a questões de sobrevivência familiar e a garantia de continuidade de seu núcleo...

Muita gente ainda pensa que quando um madeireiro retira a madeira por um preço muitas vezes ínfimo da terra de um assentado ou de um agricultor familiar, ele o faz por ma fé ou por querer trapacear. Ledo engano. A maioria da madeira que abastece de forma irregular as poucas serrarias que ainda funcionam na região amazônica vem de pequenas áreas, de assentamentos, do agricultor familiar...

E porque ela é vendida tão barata?
Simples! Porque quando ocorrem as negociações no locais mais distantes do Estado do Pará e da região, esta é feita pelo produtor não porque ele é mau ou destruidor da floresta por simples vontade. Ele o faz de forma barata porque o que menos importa pra ele é a madeira, seu foco na verdade é a estrada que vai ficar após a extração, porque é por ela que esse agricultor vai carregar sua família e escoar sua produção...

E o grande pecuarista? E os bois que ocupam onde antes era floresta?
Simples também... Questões de mercado e também sobrevivência. Mercado porque a hora que desejar, esse produtor vende aonde estiver esse boi, bezerro, vaca ou novilha... E a um bom preço. Sobrevivência também, porque se precisar vender um caminhão de bananas esse cara vai precisar do caminhão, da estrada, de alguém disposto a ir lá, só pra começar... Com o boi não, pois ele anda, e se precisar tocar 50, 60 quilômetros, ele toca o bicho e onde chegar o vende...
Então a realidade é simples e direta:
Enquanto a vida do teu filho for mais importante que uma árvore centenária, muitas tombarão... e o desmatamento simples, real e não parável, vai continuar....

Isso é o que penso. Se alguem conseguir me convencer do contrário, agradeço.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ONU quer investigação de denúncia de manipulação de dados sobre clima

Denúncias surgiram após vazamentos de e-mails de cientistas britânicos sobre aquecimento global.
da BBC

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU afirmou que acusações de que cientistas britânicos manipularam dados sobre o aquecimento global, para fortalecer o argumento de que mudanças climáticas têm origem em ações humanas, devem ser investigadas.


As acusações surgiram há duas semanas, com o vazamento, pela internet, de centenas de e-mails trocados por integrantes da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, e cientistas de outros países.

Um dos e-mails sugere que o chefe da Unidade de Pesquisa Climática, Phil Jones, queria excluir documentos da próxima grande avaliação da ONU em ciências climáticas. Jones, que se afastou do caso até o final de uma investigação interna, nega veementemente a manipulação de dados e afirma que os e-mails foram divulgados fora de contexto. Outros cientistas envolvidos no incidente negam que tenha havido manipulação de dados.

O coordenador do do IPCC, Rajendra Pachauri, disse à BBC que as acusações de manipulação são graves e ele quer uma investigação.

"Certamente vamos analisar tudo e então vamos nos pronunciar sobre isso. Com certeza não queremos varrer nada para debaixo do tapete. A questão é séria e vamos analisar todos os detalhes", afirmou.

Os chamados "céticos" em relação ao aquecimento global alegam que os e-mails divulgados prejudicam os argumentos científicos que afirmam que a mudança climática está sendo causada pelas emissões de gases de efeito estufa, e já apelidaram o incidente de "Climagate", numa alusão ao caso Watergate, o escândalo que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974

De acordo com o analista de meio ambiente da BBC Roger Harrabin, o vazamento dos e-mails abalou o mundo da ciência climática e suas repercussões estão se espalhando.

A Arábia Saudita, por exemplo, tradicional oponente das propostas de cortes no uso de combustíveis fósseis, afirmou que o incidente significa que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na próxima semana, em Copenhague, na Dinamarca, deve abandonar os planos para redução das emissões.

Outros importantes acadêmicos do setor de estudos de mudança climática afirmam que a divulgação dos documentos não muda nada na avaliação feita pelo IPCC em 2007. O pior cenário quanto ao aquecimento global, divulgado pelo IPCC no relatório de 2007, prevê um aumento de temperatura de entre 2,4ºC e 6,4ºC até o fim do século.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aprovada realização de plebiscito sobre criação do estado de Carajás

PLENÁRIO / Votações (01/12/2009 - 22h13)


Os senadores aprovaram nesta terça-feira (1º) o projeto de decreto legislativo (PDS 52/07) que trata da realização de plebiscito sobre a criação do estado do Carajás, conforme estabelece o artigo 49, inciso XV da Constituição, com emendas da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).


Se a criação do estado vier a ser aprovada no plebiscito, este será composto por 38 municípios, no sul e sudeste do Pará, numa área de 280 mil quilômetros quadrados, com população de 1,4 milhão de habitantes. O projeto segue, agora, para a análise da Câmara dos Deputados.

O relator da matéria na CCJ, senador Valter Pereira (PMDB-MS), disse que a criação do novo estado "trará redenção econômica e prosperidade para a região". Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que antecedeu Valter Pereira como relator na CCJ, disse que a aprovação da matéria dará à população do sul e sudeste do Pará o direito de escolher se querem ou não o estado do Carajás.

Em sua análise da proposta, Valter Pereira considera que o Pará está sobrecarregado em seus serviços públicos e que a riqueza obtida com a exploração mineral não tem beneficiado a população. A divisão do estado, portanto, "aliviaria o ônus administrativo e suas sequelas para as finanças públicas" do Pará.

Entre as diversas razões apresentadas para justificar a criação do novo estado pelos 32 senadores que assinam o projeto, juntamente com o senador licenciado Leomar Quintanilha (PMDB-TO), está a proximidade entre governantes e governados "fator decisivo para a solução de problemas que afetam a comunidade", além da ampliação da participação popular nas iniciativas governamentais.

O tamanho do estado do Pará é apontado pelos parlamentares como um entrave à implantação de projetos e programas de interiorização do desenvolvimento. Eles assinalam que um estado com uma área territorial menor pode ser melhor administrado. Recordam ainda que durante a Assembleia Nacional Constituinte os parlamentares concluíram pela necessidade de a Amazônia ser redividida, com a criação de novos estados.

Colabora para esse raciocínio o fato de Marabá, principal centro urbano da região que formaria o novo estado, ter cerca de 200 mil habitantes e contar com porto hidroviário, terminais rodoviário e ferroviário e aeroporto. Integram essa área também, informam os senadores, a Represa de Tucuruí e a Serra de Carajás, sendo as principais atividades econômicas da região a exploração de minério, em especial o ferro (10 siderúrgicas de ferro-gusa e uma aciaria), agropecuária e exploração madeireira.

PDS 52/07
De acordo com a proposta aprovada nesta terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) terá seis meses, a partir da publicação da lei originária do projeto para realizar os plebiscitos nos municípios envolvidos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará instruções ao TRE sobre como organizar, realizar, apurar, fiscalizar e proclamar o resultado dos plebiscitos. Em seguida, a assembleia legislativa do estado terá dois meses para questionar seus membros sobre a medida e, a seguir, participar o resultado ao Congresso Nacional em três dias úteis.

As emendas aprovadas suprimiram a necessidade de consulta aos eleitores dos municípios envolvidos - parágrafo único do artigo 1º e o artigo 5º - sobre a cláusula de revogação, por ser considerada desnecessária.

Cristina Vidigal / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Link original: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97942&codAplicativo=2

A tempo...

Eu também quero, MacBook Air, Sony Vaio, Wi-Fi, Wireless e Hi Fi.... Agora eu pergunto: Quem também REALMENTE não quer???...

Um País sério

A notícia a seguir mostra o que é realmente um país SÉRIO. Porque o que deve importar realmente não é o que os outros países pensam, e sim, o que é que pode fazer um país crescer e prosperar e com isso, gerar maior qualidade de vida a todos os seus cidadãos... A China é assim. Está pouco se lixando pros babacas ambientalistas (que com certeza assistem o Bôbo Ecologia aos domingos pela manhã) e defende o crescimento de seu país e seu povo.

O progresso deve ser distribuído a todos, o crescimento também... É muito simples e fácil pra mim, europeu, falar da Índia, do Brasil e da China e colocá-los como maiores causadores do tão proclamado Aquecimento Global Antropogênico. O que precisamos realmente entender, é que TODOS OS BRASILEIROS, independentemente de quem mora no Norte, Centro, Sudeste ou Sul têm o direito de progredir e crescer de forma igual.

Sou amazônida por nascimento e escolha e quero ter o mesmo direito que o executivo da Paulista tem, e que o plyboy de Copacabana também possui: O direito de ter conforto, luz elétrica, internet banda larga, shopping center, cinema, teatro, asfalto, água quente na torneira e hidromassagem... Porém, se por causa do chamado esquentamento global (como diz o Ciro) eu não puder asfaltar uma estrada, fazer uma hidroelétrica, limpar o pasto dos animais, então é melhor VAZAR da Amazônia, porque extrativismo e "quebrar côco" é coisa de macaco... primata primeiro, o qual, eu já evolui bastante pra voltar a sê-lo.
Por isso entendo os chineses...
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China permite aumento em emissões de carbono


O plano da China de reduzir em até 40% a 45% suas emissões de dióxido de carbono por unidade do PIB até 2020, comparado aos níveis de 2005, permite que o país, na verdade, aumente as emissões em até 90%, criticou a Confederação Europeia das Indústrias de Ferro e Aço (Eurofer). Embora reconheça o compromisso da China, "precisamos apontar que isso ainda levaria a um aumento nas emissões de dióxido de carbono de 75% a 90% em 2020, ou 5,5 bilhões a 6,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, que é mais do que o total de emissões da União Europeia hoje", afirmou a Eurofer.

Segundo a nota, em 2007 a União Europeia emitiu 5,05 bilhões de toneladas de dióxido de carbono. O cálculo da confederação toma como base o crescimento esperado do PIB da China de 8% em média por ano, de 2005 a 2020. Segundo relatório do Congresso dos EUA, as emissões de dióxido de carbono da China em 2005 eram de 5,77 toneladas per capita, com total de 7,53 bilhões de toneladas.

"A China adotaria cerca de 23,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2020 como base para calcular seu objetivo. Como resultado, em 2020 emitiria 13,1 a 14,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, o que representa um aumento nas emissões de 5,57 bilhões a 6,77 bilhões de toneladas, ou 74% a 90% comparado a 2005", afirmou.

A Eurofer argumenta que, para conquistar qualquer avanço significativo na redução das emissões, a China e outros países emergentes precisam se comprometer com as mesmas reduções que os países desenvolvidos.

Na semana passada, a indústria já havia divulgado nota pedindo aos formuladores de política que participarão das negociações sobre mudanças climáticas em Copenhague, em dezembro, que assegurem que tanto os países desenvolvidos quanto os emergentes sejam tratados igualmente em qualquer acordo internacional proposto para redução de emissões de carbono.

Economias emergentes como a China, Índia e Brasil têm de longe as mais elevadas projeções de crescimento para a produção de aço nas próximas décadas. Sem uma participação total das indústrias siderúrgicas deles, as emissões globais de dióxido de carbono provenientes da produção de aço vão aumentar, e não diminuir", disse a Eurofer na semana passada. (AE

Link consultado: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=70088