Uma imagem realmente vale mais do que mil palavras... Só uma observação: O local da foto abaixo situa-se em uma Escola.
Esse aí é o Brasil (não o cara da Foto. O cara da Foto sou eu mesmo...).
Este pequeno ciberespaço é direcionado a comentários do dia-a-dia, reflexões, agradecimentos, desabafos e muitas cositas más...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Pérolas do interior do Pará...
O nome é comum e instiga ao convívio com a sociedade, proclamado pelo nome do estabelecimento. O problema é a sigla...
Não conto nem sob tortura a cidade desta pérola...
Não conto nem sob tortura a cidade desta pérola...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Quem vai administrar o resultado?
Reproduzo post do Blog do Manuel Dutra o qual fala com muita propriedade sobre os desdobramentos dos Plebiscitos vindouros sobre a criação de Tapajós e Carajás.
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Apesar de você Amanhã há de ser outro dia
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Plebiscito Tapajós/Carajás: quem vai administrar a euforia?
Seja qual for o resultado do plebiscito, no dia 12 de dezembro o Pará não será o mesmo. Aliás, já não é. Mas não será ainda mais...
Bairro da Aldeia, Santarém, visto a partir do centro da cidade.
Um emaranhado belo e mal divisado, comoo futuro de sua gente
As feridas se abrem e ficarão assim até o inconsciente histórico, da mesma forma como hoje se verifica com o Estado do Amazonas, cuja separação do Pará deixou marcas que o inconsciente manauara não deixa adormecerem. Lá foram duas tentativas, a primeira por conta própria e punida exemplarmente pelo governo da Província sediada em Belém. Da segunda pegou, porque foi uma canetada do imperador, porém as feridas ficaram sem cicatrização completa, haja vista o seu desdobramento na forma do preconceito amazonense contra “os paraenses” da banda Oeste.
As linhas tortuosas do viaduto que serve de porta de entrada de Santarém
Se o plebiscito disser Sim, isso ainda não significará o nascimento dos novos Estados, que estarão condicionados a outra consulta, nada popular, dentro do Congresso Nacional. Se for Não, significará uma suspensão momentânea da demanda e o seu adiamento para um futuro qualquer.
Em ambos os casos, o caso está criado. Para Santarém e todo o Oeste paraense será mais dramático do que para Marabá, pois Santarém e demais municípios, em caso de um Não, poderão ficar situados entre uma espécie de duas Manaus: a Manaus que hoje discrimina os imigrantes paraenses, por um lado, e, por outro, Belém, onde a imensa colônia de Santarém, de Óbidos, Monte Alegre, Alenquer, Itaituba e outros municípios poderá ser alvo de chacotas e outras formas discriminatórias.
A grande questão que fica é: em qualquer das possibilidades, quem vai administrar a nova realidade? Como será encarada essa separação que já existe e que se aprofundará inclusive no caso de o plebiscito dizer Não?
Numa visão macro, é uma pena que isso esteja ocorrendo nesta Amazônia tão necessitada de alguma forma de unidade espiritual, política, para fazer face a seus inimigos que não se acham dentro da floresta nem dentro de suas cidades. Aqui acham-se apenas os longos braços do capital ávido por suas riquezas naturais à revelia de sua gente, da sua multidão de empobrecidos.
Isto é o que falta na cabeça das “lideranças” que estão a preparar a campanha do Sim e do Não. Aliás, historicamente a Amazônia sempre recebeu um não. Seria utópico, absurdo mesmo sonhar com o dia em que esta imensa, rica e bela região receberá um Sim? Depende dos amazônidas, pois, como canta o Chico,
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Euforia de quem? Dos mesmos de sempre? Tomara que não...
terça-feira, 21 de junho de 2011
Morreu por Vingança?
Os "ambientalistas" José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo assassinados em 24 de Maio do corrente ano em Nova Ipixuna-Pa (a cerca de 40km de Marabá) podem ter sido vítimas de vingança...
Pelo menos é a hipótese levantada pelo Jornal OPINIÃO aqui de Marabá com circulação regional e infelizmente sem sítio na internet... (vide foto da capa abaixo)
Depoimento de uma testemunha dá conta de que em função de um conflito por causa de um lote no Assentamento Mamona, o qual era disputado pelo irmão de José Cláudio conhecido como "Marabá" e outro colono de apelido "Pelado" (Edilon Ribeiro de Souza) chegou-se ao óbito deste último. A mesma testemunha que diz ter chegado na casa de "Pelado" momentos após o tiro que o fulminou cita que encontrou ainda com as armas em punho, José Cláudio e seus dois irmãos.
Na época (setembro de 2009) o crime não foi investigado e nem classificado como "crime por disputa de terra" e a família do morto não conseguiu registrar o homicídio o qual foi executado com um tiro de 38 na têmpora direita do colono. De acordo com informações do mesmo jornal, a Polícia investiga os irmão de José Cláudio que já teriam até prestado depoimento para a Polícia de Nova Ipixuna.
As reportagens são de Edinaldo Sousa e foram publicadas na edição de hoje do Jornal.
Como citei antes, infelizmente o Jornal OPINIÃO não possui versão digital e nem sítio, uma pena... Como diria Elaine Dewar, as vezes, tudo que querem te mostrar como verdades não são...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Energias Alternativas - Equívocos e Fatos
Placas para geração de energia solar.
Fontes alternativas de energia são ilusão
Toda a discussão sobre as chamadas energias alternativas, às vezes também denominadas renováveis, tem sido prejudicada por dois equívocos fundamentais. O primeiro é que, a despeito de todas as projeções otimistas sobre elas (geralmente oriundas de grupos ambientalistas motivados ideologicamente), é tecnológica e economicamente inviável se abastecer em grande escala sociedades urbanizadas e industrializadas com tais fontes energéticas - eólica, solar, biomassa, geotérmica, maremotriz e outras. Estas são adequadas apenas para abastecimentos pontuais e localizados ou, no máximo, para complementar em pequena escala as fontes convencionais de geração de eletricidade, responsáveis pela chamada geração de base - usinas termelétricas a carvão, gás ou óleo combustível ou diesel, termelétricas nucleares e hidrelétricas.
O segundo é o fato de que a sua principal motivação, a suposta necessidade de se reduzir o uso de combustíveis fósseis – carvão mineral, petróleo e gás natural –, devido à alegada influência das emissões de carbono sobre as temperaturas atmosféricas e oceânicas, simplesmente, não tem fundamento científico, apesar de todo o alarido a respeito.
Possivelmente, as fontes tradicionais de geração elétrica não estariam sendo questionadas na proporção atual, se a ideologia ambientalista e o conjunto de interesses políticos, econômicos, acadêmicos, midiáticos etc., que sustentam o movimento ambientalista internacional, não tivessem atingido a enorme influência obtida nas últimas décadas.
Como muitos estudos independentes têm demonstrado, esse empenho tem muito pouco a ver com preocupações legítimas com a compatibilização das atividades humanas com requisitos racionais de proteção do meio ambiente, e muito mais com uma agenda de múltiplos interesses restritos, cujo objetivo central é obstaculizar a industrialização mundial e a ascensão das sociedades em desenvolvimento a níveis de bem estar social mais próximos dos atingidos pelas nações mais avançadas (além de aproveitar as oportunidades econômicas e financeiras criadas pelo ambientalismo).
A virtual histeria global sobre as mudanças climáticas representa o estágio mais avançado e audacioso desse processo, que ganhou vida própria e, simplesmente, desconsidera a inexistência de quaisquer evidências científicas concretas que permitam atribuir à ação humana as variações de temperaturas, níveis do mar, cobertura de neve e gelo e outras, observadas após a Revolução Industrial do século XVIII.
Se a irracionalidade ambientalista não fosse tão prevalecente, a Humanidade como um todo estaria celebrando a ampla disponibilidade de combustíveis fósseis, para levar as comodidades proporcionadas pela eletricidade a todos os povos do planeta. O carvão mineral, o combustível mais usado e “democraticamente” distribuído pelo mundo, tem reservas para mais de um século, aos níveis de consumo atuais.
As reservas de gás natural estão se multiplicando rapidamente, com a introdução da promissora tecnologia de exploração de gás de folhelhos (shale gas, em inglês). E a nova fronteira exploratória das águas oceânicas profundas oferece perspectivas igualmente promissoras, tanto para o gás natural como para o petróleo, como demonstra a descoberta da camada pré-sal da costa brasileira.
Da mesma forma, não se estariam criando absurdos obstáculos à construção de usinas hidrelétricas, como obrigar a redução dos seus reservatórios (uma das poucas formas de se “armazenar” energia, sob a forma de água), e promovendo campanhas histéricas contra a energia nuclear, que, mesmo com os acidentes de Chernobyl e Fukushima, ainda detém um sólido histórico de confiabilidade e segurança.
Apesar de serem tecnologias em uso comercial há mais de um século, ainda existem mais de 1,5 bilhão de habitantes do globo sem acesso à eletricidade e aos combustíveis modernos, principalmente, na África Subsaariana, Ásia, América Latina e Caribe. Grande parte deles é obrigada a recorrer a combustíveis como a lenha e o esterco, os mais primitivos conhecidos pelo homem, para as suas necessidades básicas diárias. Nesses países, estima-se que ocorram cerca de 2 milhões de mortes anuais, principalmente de crianças, causadas por doenças pulmonares e cardiovasculares relacionadas à inalação dos gases tóxicos emanados da queima daqueles combustíveis precários.
O consumo per capita de eletricidade é, reconhecidamente, um dos melhores indicadores de bem estar social. O quadro abaixo, baseado em dados da Agência Internacional de Energia, proporciona uma rápida apreciação dos níveis de consumo das diversas regiões do planeta (2006).

Esses números evidenciam que qualquer esforço sério de modernização econômica em escala global, nas décadas vindouras, terá que considerar, minimamente, uma elevação da média mundial de consumo para algo próximo dos níveis atuais dos países da antiga União Soviética. Isto implica em multiplicar os níveis da América Latina pelo menos por um fator de 2-3 e os da África e Ásia, por um fator de 4-5.
A tendência de aumento do consumo energético no setor em desenvolvimento já se manifesta. Em 2008, pela primeira vez, o consumo de energia (em todas as suas formas) dos países em desenvolvimento superou o dos desenvolvidos, e tudo indica que este impulso deverá se manter.
Quanto às fontes de geração elétrica, os combustíveis fósseis respondem por cerca de 65% do total, com as hidrelétricas e nucleares praticamente empatadas, cada qual com cerca de 17%, sobrando pouco mais de 1% para a biomassa e as fontes eólicas, solares, geotérmicas e maremotrizes – as “alternativas”.
Por sua vez, estas últimas padecem de limitações técnicas insolúveis, que as inviabilizam para algo mais que a condição de fontes complementares às tradicionais. Os aerogeradores só funcionam quando há ventos constantes entre certos limites de velocidade, nem muito fracos nem muito fortes. Centrais solares não funcionam à noite ou em tempo nublado. Usinas geotérmicas e maremotrizes dependem da existência de “pontos quentes” a profundidades não muito grandes na crosta terrestre e de marés de grande amplitude – ambas, condições pouco comuns.
Por isso, é ilusório imaginar que a necessária expansão da geração elétrica em âmbito global, que se antevê para as próximas décadas, poderá se basear em tais fontes. Ironicamente, como não servem para a geração de base, uma ampliação da geração eólica e solar, na escala proposta por certos ambientalistas desinformados, acabaria exigindo um aumento da capacidade de geração de base pelas fontes tradicionais, uma vez que os grandes centros urbanos e industriais não poderiam ficar na dependência de fornecimentos instáveis.
Em suma, é facilmente perceptível que, salvo por alguma revolução tecnológica que não está à vista, pelo menos até a segunda metade do século, a geração de eletricidade em grande escala terá que se basear, predominantemente, nas fontes tradicionais atuais. Qualquer sugestão em contrário implicaria um virtual “congelamento” do desenvolvimento socioeconômico mundial em níveis pouco diferentes dos atuais, marcados por uma descabida desigualdade entre os países mais desenvolvidos e “eletrificados” e os menos desenvolvidos, nos quais os benefícios da eletricidade ainda são luxos para grande parte de suas populações.
Além de moralmente inaceitável, tal perspectiva é científica e tecnologicamente injustificável, além de representar um inconcebível retrocesso civilizatório.
*O autor é Geólogo, diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009).
terça-feira, 14 de junho de 2011
Marina Silva não é mais Amazônida...
É o que primeiro me ocorre após a patética entrevista dada pela senhora ao Programa Roda Viva no final da noite desse dia 13 de Junho de 2011...
Fazem 24 anos que a doce senhora enveredou-se na política, primeiro Vereadora, depois Deputada Estadual, Senadora, Ministra e Candidata à Presidência da República no ano de 2010.
Defensora do chamado Desenvolvimento Sustentável e do Extrativismo, Marina se esquece da vida que teve quando morava no Acre. Se esquece das malárias e leshimanioses que teve quando sua família era extrativista. Se esquece dos 04 irmãos perdidos na floresta pelas faltas de condições de vida. Você desejaria isso para os seus? Eu não... Mas é isso que defende a senhora Marina quando fala tão apaixonadamente do extrativismo e do desenvolvimento sustentável.
Sou nascido amazônida e criado neto de agricultores familiares que colocaram os filhos para estudar por não querer que os mesmos tivessem vida tão sofrida, porque isso é que é: uma vida danada de sofrida, de lida desde cedo e de dormida cedo também, com o cansaço corroendo o corpo... Por isso, tenho um profundo respeito pelos que cuidam da terra e dela vivem.
Não posso aceitar que uma senhora dessas, que não vive mais com seus pares na floresta, e nem com agricultores partilhando seus dia-a-dia me venha falar de anistia a desmatadores... Não posso crer que ela realmente pense isso... Por isso digo que ela não é mais uma amazônida.
Quando diz que não pode aceitar a “anistia” pois quem preservou sua reserva e obedeceu à Lei será penalizado, ela esquece do que sempre fala aos quatro cantos: Os Serviços Ambientais. Pois esses deveriam ser premiados sim, e pagos pela preservação que mantiveram... Mas isso ela não fala, e sim, imputa e essas pessoas, o peso de ficarem ilegais, levando a muitos que não tem um pouquinho de conhecimento a tirar conclusões erradas...
Os “desmatadores” que ela tanto fala, em sua maioria são pequenos e médios produtores e também assentados da reforma agrária que necessitam fazer aberturas para plantar e converter suas áreas em pasto, pois assim, agregam mais valor à terra e afinal, quem não quer seu bem valorizado?
Quem vive longe dos centros urbanos e não tem boas estradas e nem garantias de comercialização faz uso do mercado existente e basicamente, esse mercado, falando aqui mesmo da Amazônia, é formado pela pecuária, pelo rebanho que pode ser vendido a qualquer hora e em qualquer época do ano, pois se a estrada está “cortada” ou a ponte caiu, o rebanho vem andando... diferente de mil cachos de banana...
O que prega a senhora acreana está muito longe de acontecer, mais acontecerá, quando tivermos estradas, energia, conforto, aí sim, poderemos pensar nos tais serviços ambientais com viabilidade, pois como são postos hoje, essa viabilidade não existe e nem garante a reprodução familiar em função dos parcos valores pagos... É engraçado, fala-se tanto no enorme valor da floresta e não se consegue pagar justamente por isso... É claro que um hectare de floresta vale muito mais que qualquer outra cultura, mais quem está disposto a pagar? Eu não conheço ninguém...
Fico também realmente entristecido com os entrevistadores do programa Roda Viva... Tiveram grande oportunidade de debater um grande tema, o Novo Código Florestal, e não se deram ao trabalho nem de ler o excelente texto do Deputado Aldo Rebelo, uma pena... pra eles...
A senhora acreana sempre muito bem articulada os engoliu completamente e algumas vezes faltou com a justa verdade, principalmente quando citou a Pesquisa sobre o código florestal realizada por telefone e com apenas 1.286 pessoas, bem como, quando citou o “estudo” realizado pelo IPEA sobre o novo código florestal o qual (o estudo) chega a conclusões hipotéticas e baseadas em cenários também hipotéticos... Representam a verdade?
A verdade é representada pelas centenas de audiências realizadas pelo Deputado Aldo Rebelo quando fazia o substitutivo ao código florestal, aí está a verdade.
Perdeu grande oportunidade a ex-senadora de mostrar a viabilidade econômica do extrativismo... Porque não fala em números nessas horas? Porque não cita valores? Simples, porque não os tem...
Eu penso que você só tem tempo de pensar em ecologicamente correto e socialmente justo quando você já é economicamente viável... que o digam os países europeus...
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