domingo, 16 de agosto de 2009

A falácia do “CO2 florestal”

por Nilder Costa
Uma vez mais, a ciência reduz o catastrofismo ambientalista às suas proporções reais


O Brasil tem sido sistematicamente apontado pelos defensores da tese infundada sobre o aquecimento global antropogênico como um dos maiores geradores mundiais de dióxido de carbono (CO2), gás injustificavelmente transformado no grande "vilão" planetário do suposto fenômeno. A responsabilidade brasileira não caberia aos combustíveis fósseis, mas, principalmente, ao desmatamento na Floresta Amazônica. O "número mágico" atribuído ao País equivale a20% das emissões anuais de CO2 em todo o mundo, o qual foi novamente repetido na cúpula do G-8 ampliado realizada no início do mês, em Áquila, Itália.

Com grande satisfação, registramos que tal pecha de “vilão carbônico” foi veementemente contestada por Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na semana passada em Manaus (Agência FAPESP, 21/07/2009).

Em sua exposição, Câmara deu um merecido "puxão de orelhas" na comunidade científica nacional, por não se empenhar no levantamento de números mais exatos sobre os impactos do desmatamento da Amazônia frente às mudanças climáticas:

  • Esse número de 20% divulgado pelo G-8 é um número "chutado" que está rodando pelo mundo. E a ciência brasileira até agora não se deu ao trabalho de checar esse dado. Na década de 1990, eram desmatados na Amazônia em média 22 mil quilômetros quadrados [anualmente], o que representava cerca de 8% das emissões de CO2 do planeta. Se o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na região, de 27 mil quilômetros quadrados, em 2004, para a média atual, que é de 12 mil quilômetros quadrados, a Amazônia deve ser responsável atualmente por menos de 5% das emissões globais, logo o G8 deve estar equivocado e ter se baseado em dados fracos.
Para Câmara, os números do G-8 são tendenciosos, uma vez que, “no que diz respeito a dados sobre emissões de efeito estufa, é importante dividir o prejuízo”.

“Quanto mais países como o Brasil responderem pelos prejuízos ambientais, menos os países do G-8 serão responsáveis. A conta de que 20% das emissões de CO2 do mundo vêm do desmatamento pode não ter base científica”, apontou Câmara.

Igualmente, o cientista criticou o esquema concebido e acalentado pelo governo britânico, o REED (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, na sigla em inglês), mecanismo por meio do qual os países que reduzem suas taxas de desmatamento poderiam vender créditos de carbono para outras nações:

  • Os países desenvolvidos acreditam que o Brasil deve vender o que podemos chamar de "carbono virtual"da floresta, que ainda não foi cortada. Assim, as empresas globais poluidoras que não conseguirem compensar suas emissões poderiam comprar carbono que nunca foi lançado na atmosfera. Mas será que o Brasil deve vender ar? E, em caso afirmativo, a grande questão é quem deve receber esse dinheiro, os assentados, os fazendeiros ou outras pessoas?
Câmara agregou que, em tese, não há muitas garantias de que, se o Brasil receber dinheiro dos países ricos por meio do REDD, o desmatamento irá necessariamente diminuir. Pelo contrário, ele pode simplesmente se manter e até aumentar:

  • Sem contar que 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal e, assim, nós estaríamos pagando para os fora da lei não desmatarem mais. Trata-se de um dinheiro sujo e o país tem mais o que fazer do que aceitar essa proposta. Esse é um debate importante que deverá ser tratado na conferência do clima de Copenhague, no final deste ano.
Com a palavra a comunidade científica nacional, para desmontar de uma vez por todas não apenas essa, mas todas as falácias que envolvem a colossal fraude do aquecimento global causado pelo homem.


"Flexada" no Minc... (Pelos Corredores do Planalto)



Durante sessão da comissão de Infraestrutura, senador paraense questionou ações do Ministério do Meio Ambiente que engessam atividades produtivas do ParáUm dia após fazer um pronunciamento com duras críticas ao Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) voltou aos ataques. Dessa vez, frente a frente com o ministro, durante sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, na manhã desta quinta-feira (13). Convidado para debater a liberação de licenças ambientais na Comissão, Minc ouviu da mesa as críticas e questionamentos levantados por Flexa Ribeiro.


O senador paraense citou a recente ida do ministro à região da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim. "Foi mais uma ação midiática e pirotécnica”, disparou. De acordo com o parlamentar, o Ministério ignorou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) feito entre as famílias que lá vivem e o Instituto Chico Mendes, que gerencia as reservas ambientais do país. “Vocês ignoraram os esforços de ambas as partes. Ignoraram aquelas famílias que vivem lá à convite do Governo Federal, quando era preciso ocupar a Amazônia. E agora as pessoas estão sendo expulsas, criando um clima tenso na região", informou Flexa Ribeiro.


A Flona do Jamanxim foi criada por decreto em 2006. Desde então, as cerca de 600 famílias que vivem na região desde a década de 1980, buscam um acordo para a redefinição dos limites. Assim, mantendo a floresta, mas utilizando as áreas já alteradas de forma mais eficiente. "Acho que o senhor está no emprego errado. Com essas ações midiáticas e pirotécnicas, vossa excelência deveria apresentar programa de variedades de sábado à tarde na televisão", ironizou o senador paraense.Minc se defendeu afirmando que essa é uma característica de sua forma de trabalhar, mesmo quando ocupou outros cargos.


"Tento sim dar divulgação às ações. Essa é uma característica minha. Não acho razoável que um ministro fique no gabinete. Gosto de participar das ações. Essa é a 11ª que participo na Amazônia", respondeu Minc. Segundo o ministro, os últimos três anos foram liderados pelo Pará no ranking do desmatamento no país. "E o Pará não é por acaso. É um dos maiores da região, tem mais criação de gado, mais madeireira, mais estradas abertas. Então fizemos a operação na área que nos foi informada pelo Inpe", afirmou Minc.


Flexa Ribeiro informou ainda que moradores da região entraram em contato com o gabinete afirmando que os agentes do Ibama não estão fazendo distinção entre os desmatadores recentes e aqueles que chegaram na região há decadas. "Não estão separando o joio do trigo", disse.


Minc, no entanto, desconversou e afirmou que apenas estão sendo autuados aqueles que desmataram recentemente. "Estamos autuando quem está desmatando agora. Não quem desmatou há mais tempo...", citando o TAC entre moradores e Governo Federal. Pelo TAC, os produtores não abririam novas frentes de desmatamento, enquanto os agentes do Governo não realizariam ações até que se definissem os novos limites da Flona do Jamanxim.


Gado vivo não afetaria carne de frigoríficos

Fonte: Diário do Pará
Foto: Ney Marcondes
Exportação do boi vivo não prejudica exportação de carne

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG) e diretor do Sindicato da Indústria da Carne do Estado do Pará (Sindicarne), Daniel Freire, discorda frontalmente do presidente da União Indústrias Exportadoras de Carne do Estado do Pará (Uniec), Francisco Victer, que diz que o crescimento de 30% em relação ao ano passado da exportação de gado vivo estaria prejudicando a indústria frigorífica local. Para Freire, a exportação de boi vivo não prejudica exportação de carne, nem no Brasil, nem na Irlanda, nem na Austrália. Ele garante que a exportação de boi vivo é um nicho, que sempre existirá, independente de o comércio de carne estar ou não aquecido. “O boi vivo não concorre com a carne: são mercados diferentes. Um não exclui o outro. Mesmo se parasse a exportação de gado em pé, a exportação de carne não aumentaria um quilo sequer”, assegura.
Para comprovar essa posição, Freire cita como exemplo alguns países que, por entender que a exportação de gado só gera benefícios para a nação, além de exportar gado vivo ainda dão até subsídios aos pecuaristas - mesmo sendo esses países importadores de carne, como é o caso dos Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Itália e Austrália (este o maior produtor e exportador do mundo).
No momento, os exportadores paraenses de carne enfrentam dificuldades devido ao fortalecimento do Real. A carne do Pará ainda se torna menos competitiva devido à restrição imposta a esse produto, seja de âmbito sanitário ou comercial, o que inviabiliza o comércio com os maiores mercados do mundo.
O Sindicarne possui dados sobre a exportação da carne paraense que confirmam essa realidade: os países europeus compram o filé por US$ 14 mil a tonelada e para o Oriente Médio – um dos únicos mercados onde a carne paraense é aceita, mesmo com os rebanhos já estando livres da febre aftosa –, o valor por tonelada cai para US$ 6 mil, menos da metade do preço pago na Europa.
Já o contra-filé (cada boi contém seis quilos, em média) – outra carne de alto valor no mercado – é comercializado na Europa a US$ 7 mil a tonelada, no Oriente cai para US$ 4.300, numa perda de quase R$ 5 por arroba.“Infelizmente há um forte entrave burocrático que nos impede de chegar a outros países. O maior problema da carne paraense é, na realidade, a perda de competitividade pela restrição de mercado”, observa Daniel Freire. E isso é, segundo ele, consequência, também, de uma reserva de mercado patrocinada por grandes indústrias do sul aqui instaladas , que exportam a partir de outros Estados para os principais países consumidores – particularmente os europeus – e, por isso não haveria nenhum interesse em “liberar” o Pará, para aumentar a competitividade sobretudo na Europa, explica.

RESERVA DE MERCADO PREJUDICA INDÚSTRIA DE CARNE DO PARÁ
Hoje, a Uniec, entidade estadual criada para defender os interesses das indústrias de carne do Pará , presidida por Francisco Victer, conta com sete associados: quatro deles integram um grupo do Sul e um que é um dos maiores exportadores de gado vivo do Brasil. “O Pará apresenta condições geográficas privilegiadas em relação à exportação, porque fica mais próximo da América, Caribe, Europa, África e Oriente Médio comparando-se com outros estados da federação”, explica Freire.
Essa situação, nos transformou no maior exportador de boi vivo. Assim, poderíamos ser também o maior exportador de carne. Porém, essa reserva de mercado impõe várias dificuldades. Na verdade, as maiores plantas (frigoríficos) exportadoras de carne estão no Sudeste e Centro-Oeste. Então, não há interesse em privilegiar o Pará”, critica o exportador de boi vivo.
A situação do Estado em relação à ociosidade do resto do país é a mesma . Observa-se que houve queda de produção de carne mesmo naqueles que atendem maior número de países: o estado de São Paulo teve uma ociosidade de 18% no ano; Minas Gerais, 22%; Paraná, 40%; Mato Grosso, 27%; Mato Grosso do Sul, 18% e o Pará 19% (Fonte Scot), lembrando que os paraenses são os maiores exportadores de gado vivo do Brasil.A alternativa que sugere seria a Uniec lutar para a liberação da nossa carne fazendo seus associados se unirem, juntar suas plantas e brigar com disposição para entrar nos grandes mercados ao invés de perder tempo bombardeando a economia do Pará, levantando bandeira contra a exportação do boi, disse.
ABATE CLANDESTINO
Para Freire, os críticos da exportação do boi vivo deveriam estar preocupados com o abate clandestino de 600 a 700 mil cabeças ao ano (quase o dobro da exportação), que maltrata os animais, abatidos sem os preceitos de bem-estar, não gerando tributos e pondo em risco a saúde pública, já que a carne sem procedência não passa por controles sanitários. Para o dirigente da ABEG, o boi vivo exportado não faz falta para as indústrias. “É muito simples: somando-se os 600 mil bois do clandestinos aos 350 mil exportados e aos 2,5 milhões estimados que serão abatidos com certificação, não chegam ao desfrute do Estado que é da ordem de 4,5 milhões de cabeças. Por isso, o boi do Pará é o mais barato do Brasil”.
A exportação do boi vivo, segundo o o presidente da ABEG, é um negócio lícito, renovável, que gera empregos e traz recursos de fora do país. “Esse dinheiro, fruto da exportação”, ressalta, “fica praticamente todo (99%) aqui no Estado e a pecuária paraense emprega diretamente, 410 mil pessoas”, diz. De acordo com uma pesquisa recente da Adepará verificou-se que 90% das propriedades pecuárias têm até 200 cabeças, ou seja, é uma atividade predominantemente familiar.
Segundo Freire, esse é um recurso que o governo não contava. Ainda mais: o boi vivo é o quarto produto paraense mais exportado. Os três primeiros são ocupados produtos não renováveis – os minerais.

BOI VIVO DÁ R$ 800 MILHÕES POR ANO PARA O PIB DO ESTADO
Freire garante que os animais exportados vivos não sofrem quaisquer tipos de maus-tratos durante o transporte em navios-gaiolas. “Investimos milhões de dólares na melhoria dos entrepostos de exportação que, inclusive, foram motivo de orgulho para o Brasil durante a apresentação em Bruxelas(Bélgica) dessas fazendas de apoio pela chefe do Núcleo de Bem Estar animal do MAPA, doutor Andrea Parrila. Quem desejar pode comprovar isso in loco”, desafia.
Segundo Freire, “o gado é retirado de fazendas selecionadas, com autorização do Ministério da Agricultura e Abastecimento, pré-adaptado à alimentação fornecida no navio, no porto de desembarque o boi é pesado e entregue ao comprador com o mesmo peso, na maior parte dos casos o boi até engorda”, diz Daniel.
Recentemente foi divulgado, por um grande jornal, que 12% dos bois embarcados para o Líbano morriam . “Isto é um absurdo. Nenhum negócio sobreviveria a uma perda deste nível, nosso objetivo é ganhar peso, na pior das hipóteses a quebra zero, nunca ocorrem maus-tratos. Somos exportadores e não loucos”, diz o presidente da ABEG. “ O comprador internacional é exigente e quer receber o que comprou e nós obedecemos a um protocolo sanitário negociado entre o país importador e o Brasil”. Para Freire, a ONG que divulga tal mentira é irlandesa e a sua ideia é “beneficiar aquele país, nosso concorrente, como acabam de fazer pedindo o embargo da carne do Brasil”.
Entre os vários benefícios trazidos pelo comércio do boi vivo destacam-se a indústria do confinamento e a alimentação. Foram 80 milhões de quilos de alimentos exportados junto com os bois – com isso a demanda por área de pastagem fica reduzida. “Aumentamos a produtividade sem precisar desmatar, além de agregar valores”, acrescenta.
Caso as exportações de boi vivo fossem suspensas, o PIB do Estado perderia R$ 800 milhões por ano ano e os municípios, das regiões produtoras sofreriam com o empobrecimento súbito, obrigando a paralisação dos projetos sociais em andamento e reduzindo as atividades comerciais - e, em alguns casos, industriais.
Os associados da ABEG aderiram voluntariamente ao TAC do Ministério Público Federal. Porquanto, vêm, há muito, cumprindo as exigências ali constantes, pois, são as mesmas do mercado internacional. Ainda, segundo Freire, “a exportação de animais vivos oferece oportunidades para pequenos produtores de gado e é economicamente sustentável, ambientalmente responsável e socialmente inclusiva”.



Link original: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=56462

sábado, 15 de agosto de 2009

Corrida Presidencial

Serra lidera com 37%, Dilma e Ciro empatam, diz Datafolha
(da Folha Online)
Pesquisa Datafolha que será publicada neste domingo (16) pela Folha indica que o governador José Serra (PSDB-SP) está na frente na preferência dos eleitores na sucessão presidencial em 2010.

O jornal já está nas bancas da Grande São Paulo.
Serra tem 37% das intenções de voto. Em segundo lugar, estão empatados a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com 16% e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) com 15%.
Heloísa Helena (PSOL) tem 12% e está em quarto lugar. A senadora Marina Silva (PT-AC) tem 3% das intenções de voto.

A pesquisa ouviu 4.100 entrevistados entre os dias 11 e 13 de agosto, em 171 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bases Cartográficas da Amazônia devem ficar prontas em outubro

Fonte: ASCOM (11/08/2009)
O Projeto Bases Cartográficas da Amazônia Legal, que vem sendo elaborado pelo MMA em parceria com a Diretoria de Serviços Geográficos do Comando do Exército e o IBGE deve ficar pronto até o final de outubro, de acordo com o plano de metas. Essa é a expectativa da missão de avaliação da instituição, que se reuniu nesta terça-feira (11) com os técnicos envolvidos no projeto.
Serão 1.828 cartas geográficas na escala 1:100 mil, com precisão de detalhes, que servirão para subsidiar o planejamento e gestão territorial e ambiental na região, incluindo temas como hidrografia, malha viária, povoamento, infraestrutura e equipamentos de atendimento social.
As bases estarão disponíveis a partir de novembro na Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais, coordenada pelo IBGE, com amplo e irrestrito acesso às informações, segundo o diretor de zoneamento territorial do MMA, Roberto Vizentin. Será dada ampla divulgação ao trabalho, para incentivar o uso das informações. Está prevista para logo após o lançamento, a realização de seminário nacional com participação de representantes de todos os estados do País, que além das informações podem se beneficiar do conhecimento adquirido para realizar o projeto.

Bancada da Amazônia consegue barrar votação de MP 464/09 (Saiu no Blog do Val-André)

Publicado por Val-André Mutran em 12 de Agosto de 2009, Quarta-feira.
O Plenário da Câmara dos Deputados discutiu a MP 462/09 hoje, mas a votação ficou para a próxima semana. No artigo 9º parágrafo 4º, continha um “contrabando” que excluía as estradas da Amazônia Legal, os benefício da norma.

Liderados pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) a votação da medida foi adiada para negociação sobre o polêmico e descriminativo artigo. A relatoria da matéria foi elaborada pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO).

A matéria e os destaques apresentados ao texto deverão ser votados na próxima semana. A MP 462/09 garante o repasse, neste ano, de R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para ajudar as prefeituras a enfrentar as consequências da crise financeira. Mudança A complexidade que envolve essa MP deve-se à inclusão de vários temas estranhos ao seu assunto original, porque ela é a última na qual isso poderá ser feito.
A restrição decorre de uma nova interpretação do presidente Michel Temer sobre as emendas a medidas provisórias. A partir da MP 464/09, que autoriza a União a participar de fundos para cobrir o risco de operações de crédito feitas por micro e pequenas empresas, temas estranhos não poderão ser incluídos pelo relator no projeto de lei de conversão. O presidente da Casa também fará a triagem inicial das emendas apresentadas e não admitirá aquelas que tratarem de temas estranhos ao objeto da MP.